Mundo de ficçãoIniciar sessãoAtena é uma mulher bem-sucedida e dedicada à sua carreira. Sua vida muda drasticamente quando sua irmã gêmea, Artemis, sofre um acidente fatal, deixando Atena com a guarda de sua sobrinha, Ellah. Ao lidar com a perda e a nova responsabilidade, Atena descobre um diário que revela a identidade do pai de Ellah: Lukke Rock, um astro do rock famoso por sua imaturidade e comportamento mulherengo. Cumprindo o último desejo de sua irmã, Atena decide procurar Lukke e apresentar-lhe sua filha, enfrentando desafios inesperados e descobrindo um novo sentido para sua vida.
Ler maisDois Anos Depois A luz da manhã entrava suavemente pelas cortinas do quarto, e eu sentia o calor aconchegante do sol na pele. Dois anos haviam se passado desde aquele dia mágico em que Lukke e eu dissemos “sim” no altar. Desde então, nossa vida foi uma montanha-russa, cheia de altos e baixos, mas sempre regada de amor, parceria e, claro, muitos momentos de risos e lágrimas. O ano anterior foi especialmente difícil para nós. A perda de dona Heloísa devastou a todos, mas especialmente Lukke, que enfrentou um luto profundo pela mãe. Vê-lo desmoronar foi doloroso, mas, aos poucos, ele encontrou força em nós. Ellah, agora com quase nove anos, continua sendo aquela menina encantadora e cheia de personalidade. Mas, como toda criança que cresce, desenvolveu respostas afiadas para quase tudo. Às vezes, confesso que me vejo pensando em sumir por uns minutos para recuperar a paciência, mas logo a sensação passa. É impossível ficar longe dela por muito tempo, ainda mais agora que descobrimos
Um Ano DepoisO som suave do quarteto de cordas preenchia o ar, enquanto eu esperava atrás da porta dupla de madeira, segurando firme no braço do meu pai. Meu coração batia mais rápido do que nunca, mas não era nervosismo. Era a emoção de saber que, em poucos passos, eu estaria unindo minha vida à de Lukke, aquele que transformou tudo ao meu redor em algo mais leve, mais bonito. — Filha, você está linda — meu pai disse, sua voz carregada de emoção. — Obrigada, pai. — Apertei seu braço, tentando conter as lágrimas. Ele me olhou com os olhos marejados. — Só quero que ele cuide bem de você, Atena. Eu sorri. — Ele vai, pai. Lukke já faz isso todos os dias, mesmo sem perceber. As portas se abriram, e um mar de rostos familiares se virou para me ver entrar. Respirei fundo e dei o primeiro passo, sentindo o tapete macio sob meus pés e o olhar fixo de Lukke me esperando no altar. Ele estava deslumbrante em um terno impecável, mas ainda com aquele toque despreocupado que era tão dele
O som ensurdecedor da arena lotada fazia meu coração bater no mesmo ritmo que os gritos e aplausos ao nosso redor. Ellah, ao meu lado, estava radiante, pulando animada em seu pequeno vestido com o logo da Iron Vortex. Lukke e a banda haviam subido ao palco minutos antes, e eu não conseguia tirar os olhos dele. Ali estava o homem que mudou minha vida, com sua guitarra pendurada, dominando o palco com uma presença magnética. Ele olhava para a multidão com aquele sorriso que fazia todas as garotas gritarem ainda mais alto. — Tia Atena, olha! — Ellah puxou minha mão, apontando para o palco. — Papai está olhando pra gente! Olhei, e lá estava ele. Lukke sorria, me procurando na multidão. Quando nossos olhos se encontraram, ele piscou, me arrancando um sorriso inevitável. O show começou com um discurso que fez a arena inteira silenciar. — Boa noite, Rio de Janeiro! — A voz de Lukke ecoou com força, e a multidão explodiu em gritos. — Esse é um momento muito especial para mim e para
O carro deslizava suavemente pela rua enquanto Ellah dormia profundamente no banco de trás, segurando seu inseparável ursinho. Lukke dirigia tranquilamente, uma mão no volante e a outra segurando a minha, um gesto simples, mas que me transmitia uma sensação de segurança inexplicável. — Estava pensando em algo — Lukke começou, olhando para mim de soslaio. — Hum, lá vem. — Sorri, já esperando alguma provocação. — Como você virou fã da Iron Vortex? A pergunta me pegou de surpresa. Eu não esperava que ele tivesse essa curiosidade, mas algo em seu tom me incentivou a responder com sinceridade. — É uma história longa. Tem certeza de que quer ouvir? — Tenho todo o tempo do mundo, lua. Suspirei, olhando pela janela por um momento, enquanto a memória de uma época difícil voltava à tona. — Eu tinha acabado de fazer 12 anos, e a dor de perder a minha mãe era grande, parecia que eu nunca mais seria feliz. Lukke apertou levemente minha mão, em um gesto silencioso de apoio. — N





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