Mundo de ficçãoIniciar sessãoCíntia estava mais tranquila no dia seguinte. Devido ao Senhor Marques conseguira dinheiro suficiente para pagar a mensalidade e o restante iria devolver quando o visse. Foi até a administração da faculdade.
- Bom dia! Vim pagar a mensalidade. - disse com o dinheiro em mãos. - Nome? - perguntou a atendente. - Cíntia Luz. Todas as crianças do orfanato tinham o sobrenome Luz. Porque o nome do orfanato era Raio de Luz. Então a administração decidiu por em todas as crianças esse sobrenome. - Consta aqui que suas mensalidades estão pagas. - Como? - Sim, todas as mensalidades desse e do próximo semestre já estão pagas. Cíntia não conseguia entender, mas só conseguia pensar em uma pessoa que pudesse ter feito isso. Temeu. O que ele está querendo? - Diz aí o nome de quem pagou? - Infelizmente não. A pessoa pediu para não ser mencionada. - Entendo. Obrigada! Cíntia saiu da administração nervosa. O que será que o Senhor Marques queira dela? Boa coisa não era. Um homem velho, do nada pagando coisas para uma desconhecida. Estranho. Decidiu não pensar muito nisso e ir para a aula. Quando o encontrasse iria tirar satisfação e dizer que não estava interessada. - Ele tem idade para ser meu pai. - Resmungou fazendo uma careta. Não seria assim que ela iria perder sua virgindade. Cíntia foi para a aula e depois para o restaurante trabalhar. Infelizmente hoje ela só conseguiu pegar um turno. Quando acabou seu turno por volta das 19h da noite, ela recebeu uma ligação de uma colega da faculdade perguntando se ela iria no encontro da turma. Era sexta à noite e todos iriam se reunir em uma boate local. Estranhou. Os seus colegas não a chamavam para festas. Só tinham seu número devido aos grupos da faculdade. Mas ficou curiosa e decidiu ir. Ela não tinha mais nada para fazer e seria bom sair um pouco. Ela mal se divertia, só trabalhava. Cíntia entrou na boate lotada e se aproximou de seus colegas de classe os cumprimentando. - Cíntia! - disse um garoto chamado Igor lhe agarrando pelos ombros. Ela ficou tensa, ele estava bêbado. - Calma pequeno coelho assustado. A menina que a chamou Marisa, se aproximou afastando o Igor dela. - Não se assuste Cíntia, eles são assim mesmo. Vem! - a puxou para se sentar no sofá, onde mais seis colegas estavam. A música era alta e as meninas dançavam sensualizando para os garotos bêbados. Um copo com um líquido vermelho foi empurrado na mão de Cíntia, ela bebericou e gostou, tomando todo o líquido. Sua mente girou. Fechou os olhos e abriu tentando focar. Igor se sentou ao seu lado rindo. Alisou seus ombros traiçoeiro. Ela se sentia um pouco zonza. Tentou se afastar, mas ele insistia em tocá-la. Ao longe escutou Marisa dizendo: - Aproveita Igor, carne fresca para você. - e riu. Tentou se levantar, mas logo caiu no sofá novamente. Tudo girava. Do nada seu corpo começou a esquentar. Apertou as pernas tentando aliviar a pressão. O que está acontecendo? Cíntia estava confusa. Precisava de algo que nem ela sabia que precisava. - Vem coelhinha, eu cuido de você. - sussurrou o Igor a levantando e a arrastando pela boate em direção ao estacionamento. - Não! - disse ela tentando se soltar dele. Ela sabia o que iria acontecer. A tontura a fazendo titubear pelo caminho. - Eu não quero! Uma voz potente disse atrás deles: - A moça já disse que não quer. - Não se mete cara. - disse o Igor. Cíntia tentou ver o homem que falara, ela já tinha ouvido essa voz. Como era mesmo o nome dele? Tentou lembrar. Filipe, isso. Era assim que o Senhor Marques o chamou na boate aquela vez. - Quando uma moça diz não, é não. - disse andando a passos largos e acertando Igor em cheio. O track de nariz quebrando fez Cíntia estremecer. Ela tentava se manter em pé quando foi colocada por sobre um ombro de cabeça para baixo. Ele a salvou e agora a estava sequestrando para ele. - Ei, me solta. - disse ela e bateu em sua bunda. Se ela estivesse bem nunca teria feito isso. Mas ela tinha sido drogada e sabia muito bem que fora seus colegas da faculdade que fizeram isso. - Não faça isso, senão terei que retribuir o favor. - dito isso ele bateu em sua bunda também. Essa batida trouxe de volta o calor e o aperto que ela sentia nas partes baixas. Havia algo de errado com essa droga. Cíntia se remexeu por sobre o ombro do seu sequestrador tentando se controlar. Ela sentia um desejo enorme de ser preenchida. Ele entrou numa sala e a jogou no sofá. Lá fora a música da boate tocava alta. Ele segurou em seu rosto observando seus olhos. - Você foi drogada. - Eu sei. - disse ela passando as mãos por sobre seus braços malhados e encarando aqueles olhos castanhos penetrantes. Ela não conseguia se controlar. Ele vestia apenas uma camisa branca social com as mangas para cima, o que expunha seus braços. - Tem algo de errado. - disse se aproximando mais dele. Ela não queria saber mais de nada, ela só queria que aquela pressão passasse. E se para isso tivesse que se entregar a esse homem, que assim fosse. Pelo menos ele é bonito. Pensou. Perder a virgindade com ele não será ruim. - Me ajuda. - pediu beijando seu pescoço. Filipe fechou os olhos pensando sobre o certo e o errado. Ela estava drogada, não seria certo. Mas o Marques estava muito interessado nela, o que daria a ele uma vantagem. Eles não eram inimigos, mas também não eram amigos. Além do mais ela era muito bonita. - Foda-se - disse ele a beijando.






