Mundo de ficçãoIniciar sessãoDANTE — AS VISITAS
Dirigi por quase uma hora antes de conseguir ir para casa.
Não tinha destino. Apenas dirigi. Pelas ruas da cidade. Sem rumo. Tentando processar.
Meu filho agarrou meu dedo.
Olhou para mim.
Me reconheceu como... algo.
Talvez não como pai. Ainda não.
Mas como alguém.
As lágrimas caíam silenciosamente enquanto dirigia. Lágrimas de alívio. De gratidão. De amor tão intenso que doía.
Quando finalmente cheguei em casa, era quase noite. Rafael tinha mandado três mensagens perguntando como tinha sido.
Liguei para ele.
— E então? — ele atendeu no primeiro toque.
— Ele agarrou meu dedo — consegui dizer, a voz embargada.
— O bebê?
— Sim. Roberto. Ele... ele estendeu a mãozinha e agarrou meu dedo. E Rafael... foi a coisa mais incrível que já senti na vida.
Ouvi Rafael rir do outro lado.
— Bem-vindo à pater







