Quando a rotina começa a parecer perigosa.
CAETANO SIQUEIRA GOUVEIA
Eu acordei antes do despertador tocar, como sempre. Não era hábito, era condicionamento. Meu corpo não confiava em silêncio, não confiava em descanso, não confiava em nada que não tivesse sido marcado em agenda. Só que, naquela manhã, a primeira coisa que eu ouvi não foi o zumbido do celular nem o som mental de números e prazos. Foi uma respiração pequena, regular, do outro lado do corredor, e isso me pegou com uma espécie de i