Quando chegar tarde dói mais do que perder
AUGUSTO GALLO ARAGÃO
Entrei em Sapopemba quase dez da noite. As ruas eram estreitas e silenciosas, casas simples, postes de luz fracos criando círculos amarelos no asfalto. Estacionei em frente à casa da Áurea e meu coração batia alto demais para um corpo cansado demais.
Desci do carro devagar. As pernas pareciam meio ocas. A fachada estava escura. Nenhuma luz acesa. Nenhum som.
Fui até o vaso perto da porta, como fazia desde sempre, e levantei com c