O silêncio na ala norte era interrompido apenas pelo estalo metálico do sistema de climatização. Gabriel, encostado a uma coluna de sustentação, sentia o suor frio escorrer pelas têmporas. A poucos metros, a silhueta de Ricardo, banhada pela luz lunar que atravessava as claraboias, parecia uma gárgula de carne e osso.
— Gabriel, não se mova! — a voz de Helena saiu pelo alto-falante do rádio, carregada de um pânico que ela raramente demonstrava. — Ele está com o detonador. Se você avançar, ele