O silêncio que se seguiu ao beijo no galpão não era um silêncio vazio; era um vácuo carregado de eletricidade estática, daquelas que precedem as tempestades mais violentas de Curitiba. Helena sentia o calor das mãos de Gabriel em sua cintura mesmo segundos depois de ele ter se afastado, um rastro térmico que parecia queimar através do tecido fino de sua blusa de linho. Por um instante, o cheiro de madeira, suor e café que emanava dele foi a única coisa que a manteve ancorada à realidade.
Ela s