O som dos pneus derrapando no cascalho do lado de fora do galpão cortou o silêncio da noite como um grito. Helena sentiu um calafrio percorrer sua espinha, mas, ao contrário de outras vezes, suas mãos não tremeram. Ela olhou para Gabriel, que já segurava uma barra de ferro, os olhos fixos na porta metálica.
— Fique atrás de mim, Helena — ele ordenou, a voz baixa e protetora.
— Não, Gabriel — ela respondeu, caminhando até o centro do estúdio, sob a luz do lustre industrial que ela mesma havia