A manhã não começou em silêncio.
Foi um barulho leve no início, passos pelo corredor, uma porta abrindo sem muito cuidado, vozes baixas que não tentavam ser discretas de verdade. Nada agressivo, mas suficiente para puxar Celina do sono antes mesmo que ela estivesse pronta para acordar. Ela se mexeu na cama, virando o rosto contra o travesseiro por alguns segundos, tentando ignorar, até que a porta do quarto se abriu de vez.
— Parabéns!
A voz da mãe veio alta demais para aquele horário, cheia de