Celina segurou o celular por alguns segundos antes de ligar, parada no meio da sala, sem pressa, como se estivesse apenas escolhendo o momento certo. Não havia nervosismo no rosto, nem pressa nos movimentos. Ela só precisava que a conversa seguisse exatamente no ritmo que tinha em mente, sem desvio, sem improviso.
Quando finalmente discou, levou o aparelho ao ouvido e ficou esperando, o olhar fixo à frente.
A ligação chamou duas vezes.
Na terceira, Cecília atendeu.
— Oi.
A voz veio neutra