O carro de Tiago parou em frente ao abrigo, como sempre fazia. Simples. Silencioso. Familiar demais.
— Quer que eu entre com você? Tiago perguntou mais uma vez, desligando o motor.
Tina soltou o cinto com calma.
— Não. Abriu a porta. — Se eu não conseguir falar com ela sozinha, nada do que eu disser vai ser verdade.
Tiago assentiu, sério.
— Fico aqui. Qualquer coisa… apontou para o bolso onde sempre carregava o celular. — Corro com minha bengala assassina.
Tina sorriu de leve.
— Eu sei.
O portã