A sala de Tiago parecia menor naquela noite.
Ou talvez fosse Tina que estivesse grande demais, cheia de dor, de lembranças, de coisas que não cabiam mais no peito.
Ela entrou devagar, os dedos ainda trêmulos, como se o corpo tivesse chegado antes da coragem.
Tiago fechou a porta com calma.
— Senta. Vamos organizar esse caos aí. Disse, com aquela firmeza serena que sempre a ancorava.
Tina se deixou cair no sofá, respirando fundo, como quem reaprende a puxar o ar.
— Eu… vi tudo. Disse, a voz baix