Na segunda-feira, a rotina se dividiu em dois mundos: o da Fundação e o da mansão.
De manhã, Clara estava sentada na sala de reuniões da Fundação, rodeada de gráficos, relatórios e vozes técnicas. À tarde, Ricardo a levava para almoçar fora, sem avisar, tentando introduzir “normalidade” nas horas do dia. À noite, entretanto, as vozes que ecoavam na cabeça dela eram as dos diários, as do médico, as de Rosa.
Foi no fim de uma dessas tardes que ela mandou mensagem para Julian.
“Preciso de você com