Aquela semana tinha sido intensa. Sessões de terapia, reuniões, conversas difíceis, pequenos avanços em casa. Numa tarde relativamente tranquila, a Dra. Fernanda sugeriu algo que parecia simples e acabou sendo profundo.
— Quero que você me fale das Claras que você conhece — propôs. — Não só a atual. Todas.
Clara recostou na poltrona, pensativa.
— Tem a Clara adolescente — começou. — A que se apaixonou pelo homem errado, o Julian da faculdade, o primeiro namorado, o que for (você adapta ao seu e