Na manhã de sábado, Clara desceu as escadas esperando encontrar a mesa farta de sempre, o cheiro de café fresco, o som distante de notificações do celular de Ricardo. Em vez disso, encontrou a cozinha… silenciosa.
Nada de pratos alinhados. Nada de suco de laranja recém-espremido. Só uma caneca vazia perto da cafeteira e um bilhete preso com um ímã na geladeira.
“Vista algo confortável. Traga um casaco. Não coma muito. R.”
Clara ergueu uma sobrancelha. Desde que as verdades tinham vindo à tona —