Na manhã de segunda-feira, o despertador tocou às sete em ponto.
Por reflexo, Clara esticou a mão para desligar, mas parou no meio do caminho. Por meses, ela deixava o sono mandar no ritmo dos dias. Agora, quem ia mandar era ela.
Sentou-se na cama, respirou fundo e olhou para o lado. A cama de casal, antes tão estranha, começava a parecer familiar. Ricardo ainda dormia, o rosto relaxado de um jeito que ele nunca mostrava acordado. Sem a armadura do CEO, sem o peso do marido culpado, ele parecia