A sala de espera VIP do Hospital Albert Einstein era luxuosa, com poltronas de couro, café gourmet e obras de arte nas paredes. Mas para Ricardo, poderia ser uma cela de prisão. O cheiro de antisséptico parecia impregnar até o café.
Já haviam se passado três horas desde que Clara entrara no centro cirúrgico.
Ricardo estava em pé, olhando pela janela para a escuridão da noite paulistana. Julian estava sentado, lendo um artigo médico no tablet, mas Ricardo notou que ele não passava a página há vi