Quando as pálpebras de Clara finalmente se abriram por completo, não houve a serenidade de um despertar de conto de fadas. Houve pânico.
Seus olhos castanhos, desacostumados à luz, varriam o quarto freneticamente. Ela tentou se levantar, mas seu corpo, atrofiado por doze meses de imobilidade, não obedeceu. Ela tentou gritar, mas sua garganta, seca e enferrujada, produziu apenas um som gorgolejante e agudo.
— Clara! Calma, calma! — Ricardo se inclinou sobre ela, tentando segurar seus ombros deli