A reabilitação física de Clara começou três dias depois do despertar. E foi um desastre.
A Clara adulta, a CEO, teria encarado a fisioterapia como um desafio a ser vencido. Ela teria cerrado os dentes e forçado os músculos até a exaustão.
Mas a Clara de quinze anos era diferente.
— Dói! — ela reclamou, jogando-se para trás na cama e cruzando os braços. — Eu não quero mais. Minha perna parece gelatina.
O fisioterapeuta, um homem paciente chamado Marcos, olhou para Ricardo em busca de ajuda.
— Sr