Os últimos meses de gravidez foram uma aula contínua de paciência. Para alguém acostumada a correr contra o tempo, a esperar exames que podiam decidir o rumo da vida, a sensação de “esperar um bebê” parecia, ao mesmo tempo, estranha e milagrosa.
— Nunca esperei algo tão bom com tanto medo — comentou com Ricardo, numa noite em que o bebê chutava demais e ela não conseguia dormir.
— E eu nunca tive tanto medo de um pontinho de três quilos — ele respondeu.
Na reta final, alguns sustos menores surg