A primeira noite de Lucas em casa foi um estudo de logística emocional.
Clara tinha passado semanas preparando o quarto dele: perguntara discretamente na Fundação sobre as cores que ele gostava, os temas dos desenhos, os personagens favoritos. O resultado era um quarto que não parecia catálogo de revista, mas espaço vivo: cama confortável, prateleiras com livros, uma parede com tinta de lousa pra ele desenhar.
Quando ele entrou, mochila nas costas, olhos curiosos, Clara observou cada reação.
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