Lucila
O vento gelado cortava o rosto, balançando seus cabelos. A noite estrelada era uma obra de arte, e ela a admirou com um leve sorriso nos lábios.
Sabia que não deveria estar no jardim àquela hora da madrugada. Deveria estar dormindo, porque o amanhecer traria o dia mais importante de sua vida. O dia de seu casamento.
Mas a insônia, sua companheira implacável, novamente não a deixou descansar. Lucila sofria com esse mal desde quando Felipe morreu, naquela noite de verão terrível.
E