A água deslizou pelos músculos de Noah e eu esqueci.
Não lembrei da vergonha, nem das vezes que ele me fez sentir pequena. Eu queria o abraço dele. O abrigo quente que só me pertencia quando estávamos dormindo.
Noah despejou sabonete na palma da mão e apoiou sobre os meus ombros. Desceu devagar até nossos dedos se entrelaçarem.
— Não me provoca, Aurora. Eu não lido bem com as brincadeiras da sua família.
Fiquei em silêncio. Não queria mais brigar. Talvez, se eu aprendesse as regras do jogo que