— Eles morreriam de qualquer forma se nada fosse feito. — A curandeira-chefe sustentou meu olhar. — Eu votava para tentar.
Olhei para Sage, minha companheira feroz e gentil, que mantinha a cabeça erguida apesar das acusações.
— Faça.
Ela trabalhou depressa, mãos seguras misturando os antídotos enquanto os nobres murmuravam com hostilidade contida. Observei-a em seu elemento, graciosa apesar da pressão ao redor.
— Como exatamente — A voz de Eris atravessou a tensão — uma curandeira supostamente inocente sabia tanto sobre venenos antigos?
As mãos de Sage ficaram imóveis por um breve instante antes de retomarem o movimento.
— Os textos de cura os mencionavam. Qualquer curandeira que estudasse história...
— Ah, sim — Interrompeu Eris com suavidade calculada. — Você passava bastante tempo na biblioteca ultimamente. Lendo todo tipo de coisa interessante, eu imagino.
A insinuação pesou no ar. Vários membros do conselho se remexeram, visivelmente desconfortáveis.
— Se preferirem — Disse Sage e