Melissa
Eu acordo sem acordar. Não há dor no corpo. Não há peso. Não há frio, nem calor. Só branco.
Um branco infinito, que não machuca os olhos, mas também não acolhe. É como estar suspensa dentro de um sopro contido, esperando algo acontecer. Meus pés tocam o chão, mas não há chão. Ainda assim, eu fico em pé.
— Então… é assim que é estar morta? — pergunto em voz alta, mais curiosa do que assustada.
O ar se move. Ela surge sem caminhar.
A Deusa da Lua não é apenas uma forma. Ela é várias ao mes