Kieran
Eu tranco a porta com força. Depois reforço as travas. Depois encosto a testa na madeira fria, respirando como se tivesse acabado de correr por quilômetros.
O quarto foi preparado para isso. Paredes grossas. Trancas de aço. Isolamento. Nenhum som entra. Nenhum cheiro deveria entrar. Mas nada disso importa. A Bruma não respeita portas.
Ela sobe pelo chão como fumaça viva. O calor se infiltra na pele, nas veias, nos ossos. Meu corpo reage com violência, como se estivesse sendo tomado por a