Mundo de ficçãoIniciar sessãoCapítulo 5
Atravessou a sala apressado. Com as mãos grandes, envolveu a cintura dela, de forma quase desesperada, para ter a certeza que ela era real. Ele a ergueu do chão sem esforço, colando o corpo dela ao seu, os seios dela pressionando contra o peito largo. Primeiro, olhou fundo nos olhos castanhos dela. Longamente. Então a beijou, com urgência. Estava faminto, queria muito mais dela. A boca dele tomou a dela com fervor, a língua invadiu e explorou com agilidade. Maitê gemeu contra os lábios dele, enterrou os dedos nos cabelos escuros enquanto correspondia com o mesmo desespero. O pau dele endureceu instantaneamente, pressionando dolorosamente contra o tecido da calcinha. Rafael grunhiu baixo, na garganta dela, estava louco varrido por ela. Aquela noite só serviu para incendiar mais ainda seu corpo, ao invés de saciar. A saia tinha subido até os quadris, revelando a calcinha de renda preta fina. Com uma mão firme na nuca dela, mantendo-a colada à boca, a outra deslizou entre os corpos. Puxou a calcinha para o lado com um gesto rápido. O tecido cedeu facilmente, expondo completamente sua intimidade. Os dedos dele roçaram a entrada úmida e quente, confirmando o que já sabia: ela estava tão pronta quanto ele. Maitê arqueou as costas, quebrando o beijo por um segundo só para soltar um gemido rouco. — Ah… Ele abriu a calça com uma mão, liberou o pau duro e grosso. Guiou-se até a entrada dela e empurrou devagar, para sentir a resistência deliciosa, depois afundou até o fundo em uma estocada única. — Ahh... Rafael parou por um segundo, enterrado até a base, sentindo cada contração, cada tremor do interior dela. Depois começou a se mover com força, sem piedade. Ele a encostou contra a parede da sala, usando o apoio para aprofundar ainda mais as investidas. A mão livre subiu até o seio dela, apertando por cima da blusa, o polegar roçando o mamilo endurecido através do tecido. Ela jogou a cabeça para trás, os gemidos escapavam sem controle. — Isso… assim… mais forte… — ela balbuciava, os quadris se movendo sozinhos ao encontro dele. Rafael fez o solicitado. Os quadris batendo contra os dela de forma implacável. Ele baixou a boca até o pescoço dela, mordendo de leve a pele sensível, lambeu a marca vermelha que deixou. Maitê gozou, não conseguia calar os gemidos que saíam cada vez mais alto. Ele continuou fodendo-a através do orgasmo, até ele mesmo se satisfazer. Enterrou-se até o fundo uma última vez, o pau pulsando forte dentro dela enquanto gozava. Grunhiu baixo contra o pescoço dela, até seu corpo acalmar após liberar o último jato quente. Rafael ergueu o rosto devagar, os olhos verdes, encontrando com os dela novamente. Ele roçou os lábios nos dela. — Você não vai escapar de mim de novo — murmurou contra a boca dela. Maitê sorriu fracamente, ainda tremendo nos braços dele. — Quem disse que eu quero escapar? Ele a beijou de novo, mais devagar, mas não menos intenso. A manteve colada contra a parede e o corpo enterrado no dela. Ele não se moveu nenhum milímetro para sair. — Quero que seja minha amante. Maitê piscou, surpresa. — Amante? — repetiu ela, o tom saindo mais triste do que pretendia. "Será casado?" Rafael não desviou o olhar. Seus dedos apertaram de leve a cintura dela, mantendo-a no lugar. — Sim. Terei uma conversa com meu advogado caso aceite. Faremos um contrato de um ano. — Um ano? — Ela repetiu. Um ano e depois? Cada um finge que o outro não existiu? Tudo bem que isso era melhor que uma única noite, mas se ela já se sentia apegada depois de poucas horas, imagine um ano inteiro ao lado dele. Não tinha como passar tanto tempo com alguém assim; o sexo avassalador, o cheiro dele impregnado na pele, o jeito que ele olhava para ela como se ela fosse a única coisa no mundo; e não se apaixonar. Primeiro pelo corpo, depois pelo convívio. E aí? Quando o contrato acabasse, o que sobraria dela? — Eu não sei… — se viu respondendo, num sussurro. Rafael franziu a testa, confuso. — Algo te impede? — perguntou, sério. — Você é casada? — Não. — Então não entendo a hesitação. — Ele inclinou a cabeça. — É dinheiro que você precisa? Posso te dar o que quiser. Se aceitar, te darei tudo. Como se fosse seu sugardaddy. Não vai precisar se preocupar com nada. Pagarei todas as suas contas, te darei roupas, sapatos e joias. Poderá ir ao salão toda vez que quiser. Mas estará à minha mercê na cama toda vez que eu te procurar. Maitê abriu a boca, sem acreditar no que ouvia. Isso era o sonho de muita mulher. Dinheiro sem limite. Luxo. Segurança. Liberdade financeira absoluta. Sem precisar trabalhar dobrado, sem contas atrasadas, sem medo do futuro. Tudo isso em troca dele. Do corpo dele. Do prazer que ele poderia lhe dar. Mas mesmo tendo tudo, não teria o principal. O coração dele.. — E depois que passar um ano? O contrato vai acabar e… adeus? Eu saio da sua vida como se nunca tivesse existido? Rafael ficou em silêncio por um longo segundo. — Depois de um ano… a gente vê. — Ele respondeu devagar, medindo as palavras. — Não gosto de promessas vazias. Não vou te dizer que vai durar para sempre. Não sei se consigo. Mas sei que, agora, te quero mais do que já quis qualquer coisa na vida. E não suporto a ideia de você sumir de novo. Maitê baixou os olhos, mordendo o lábio inferior. Era estranho ter essa conversa com ele dentro dela, é como se estivesse usando o sexo para a convencer. — Eu não sou uma transação, Rafael — disse baixinho. — Não sou um contrato. Se eu aceitar… vai ser porque quero você. Não porque preciso de dinheiro ou de joias. E se eu quiser você de verdade… não sei se consigo me contentar com um prazo de validade. Ele ergueu o queixo dela com o polegar e o indicador, forçando-a a olhar para ele novamente. — Então não pense no prazo agora — murmurou. — Pense no hoje. No agora. No fato de que eu estou aqui, dentro de você e não consigo pensar em mais nada além de te ter de novo. E de novo. Até você não aguentar mais. Ele se moveu devagar, saindo dela só para entrar de novo, uma estocada que a fez soltar um gemido prazeroso. — Diga sim — sussurrou contra os lábios dela. — Diga que aceita. E eu te dou o mundo. E se, no final do ano, você quiser mais… eu não vou te deixar ir. Maitê fechou os olhos por um segundo, o corpo traindo sua mente. As coxas tremiam ao redor da cintura dele, sentiu o prazer voltando. Quando abriu os olhos de novo, estava rendida. — Um ano — sussurrou. — Mas se eu me apaixonar… você vai ter que lidar com isso. Rafael sorriu. — Se você se apaixonar… — ele roçou os lábios nos dela — eu vou te fazer feliz o suficiente para que isso não seja um problema. E então a beijou de novo, selando o acordo sem palavras.






