DAMIÃO GUERRA
Depois que entramos no carro, Dulce mal conseguiu manter os olhos abertos. O sedativo que havia recebido no hospital ainda fazia efeito, e eu percebia isso em cada palavra arrastada, em cada piscada demorada.
Ela tentou permanecer acordada.
— Damião...
Sua voz saiu baixinha.
Olhei para ela.
— Hum?
— Henry...
Sorri de leve.
— Está em casa. Está bem.
Ela soltou um suspiro de alívio.
— Que bom...
Segundos depois, sua cabeça começou a pender para o lado.
Antes que batesse