DULCE
A claridade da manhã invadiu o quarto antes mesmo que eu abrisse completamente os olhos.
Soltei um pequeno resmungo, levando a mão boa até o rosto para protegê-lo da luz que escapava pelas frestas da cortina. Meu corpo inteiro doía. O braço imobilizado parecia pesado, o tornozelo latejava discretamente e cada arranhão na minha pele ardia quando eu me mexia.
Respirei fundo.
Eu estava em casa.
Só isso já bastava para me fazer sentir um pouco melhor.
Virei o rosto para o outro lado da cama