DULCE
Depois que o pai e o irmão de Damião saíram da sala dele, fiquei alguns segundos parada diante do computador sem realmente enxergar a tela.
A expressão que vi no rosto dele antes de a porta se fechar continuava rondando meus pensamentos.
Eu conhecia Damião havia pouco tempo, mas já tinha aprendido uma coisa: por trás daquela postura fria, controlada e quase sempre impassível, existiam feridas profundas.
E poucas pessoas pareciam capazes de provocá-las como a própria família.
Por um insta