DULCE
Assim que a porta do quarto se fechou atrás de Damião, uma tristeza profunda tomou conta de mim.
Foi como se toda a coragem que a bebida havia me emprestado desaparecesse de uma vez.
Curvei meu corpo sentada na beirada da cama e levei as mãos ao rosto.
As lágrimas vieram antes mesmo que eu pudesse impedir.
Silenciosas.
Dolorosas e pesadas.
Meu peito parecia ferido.
Como se alguém tivesse aberto uma ferida antiga e decidido mexer nela até sangrar novamente de forma impiedosa.
A consciênci