AIYANA
A brisa da manhã era fria e úmida, carregando o perfume das flores do jardim, doce demais, quase enjoativo. A cada passo, a grama sob meus pés parecia mais espessa, mais pesada, como se algo ali embaixo quisesse impedir meu avanço. O jardim dos fundos era o mais silencioso da mansão, com canteiros tão bem cuidados que mal se notava o que havia sob eles.
Túmulos.
Corpos enterrados debaixo das flores.
Vardam estava lá, de costas para mim, com as mãos suspensas sobre um círculo de pedras co