AIYANA
Acordar era como nadar em mel, espesso, lento, grudento.
A luz do sol filtrava-se pelas frestas da lona, dourando o interior da tenda como um lembrete de que a escuridão se dissipou. Um novo dia.Ainda estava deitada nos tapetes felpudos, o calor da lã contra minha pele mal disfarçava o frio que vinha de dentro.
Minha avó estava sentada ao meu lado, os dedos longos e calejados trançando algo que ela nem parecia ver. Seus olhos corriam de um lado a outro da tenda, fugindo dos meus.
— Vó...