25. Amores antigos
Maya Stone
Corremos como se não houvesse o amanhã.
A floresta parecia viva demais àquela hora. Galhos estalavam sob nossos pés, folhas molhadas grudavam no meu vestido, e cada som parecia um aviso de que não estávamos sozinhos.
Meu peito ardia. A respiração vinha curta, errada. Eu tropecei uma vez, quase caí, e Caio me segurou antes que eu tocasse o chão.
— Que merda! — esbravejei.
— Maya, olha pra mim. — ele disse, firme. — Consegue continuar?
Assenti, mas meu corpo não acompanhou a coragem.