33. Amor
Maya Stone
O ronco do motor cortou o silêncio do estacionamento como uma lâmina. James não olhou para trás. Nem para os lados. Só para a frente, as mãos grandes e marcadas cravadas no volante, os nós dos dedos brancos de tanta força. Eu me encolhi no banco do passageiro, os braços envolvendo o corpo como se pudesse proteger o que já estava ali dentro de mim.
Grávida.
A palavra batia na minha cabeça como um tambor de guerra. Não era só um diagnóstico. Era uma sentença. Uma corrente. Uma promessa