Os dias seguintes foram marcados por uma tensão que Ana não conseguia mais ignorar. Rafael não aceitava o “não” como resposta. No começo eram apenas mensagens sobre trabalhos do curso, coisas sem muito sentido. Mas depois vieram os elogios mais diretos, os “você é diferente das outras”, os convites para café “para estudar”. Ana respondia sempre com educação, mas com firmeza,
— “Sou casada. Por favor, respeite isso.”
Mas Rafael insistia. Mandava áudios, aparecia por acaso nos intervalos das aula