Os dias de recuperação de Pedro transformaram a casa em um lugar de cuidados constantes e silêncios que, pela primeira vez, pareciam acolhedores. Ana assumiu o comando com forte determinação, firme, intensa. Acordava antes do sol, preparava o café da manhã, que o médico havia recomendado, mingau de aveia , frutas frescas do pomar, chá de camomila para acalmar a dor, e levava a bandeja para o quarto dele com passos leves para não acordá-lo bruscamente. — Bom dia — sussurrava ela ao entrar, abrindo as cortinas devagar para deixar entrar a luz suave da manhã. Pedro, deitado com a perna imobilizada e o braço enfaixado apoiado em travesseiros, abria os olhos devagar e a via ali, sorrindo. — Você não precisa fazer tudo isso sozinha, Ana. — Eu sei. Mas eu quero... Ela sentava na beirada da cama, ajudava-o a se sentar com cuidado, ajustava os travesseiros atrás das costas dele, passava a bandeja sobre o colo e ficava ali enquanto ele comia, conversando sobre coisas simples , sobre o temp
Ler mais