A poeira ainda não tinha baixado completamente quando o carro de Sofia desapareceu na estrada. O silêncio que se seguiu foi denso, quase palpável. Ana ainda respirava com dificuldade, o corpo tremia pela adrenalina do ocorrido, os nós dos dedos estavam avermelhados e alguns arranhões no braço e no pescoço ardendo.
Pedro a segurava firme contra o peito, como se fosse seu guardião protetor. Uma das mãos acariciava suas costas, e a outra segurava sua nuca. Ele não dizia nada, apenas a abraçava.