LIA
Eu estava no meu limite. O medo pelo meu pai hospitalizado e a ameaça de Durval haviam consumido o pouco de sono que eu havia conseguido. A mansão de Alexandre parecia um refúgio cada vez mais frágil, e eu ansiava por chegar em casa ao fim do meu turno.
Quando 17h45 chegou, eu me despedi de Lorena, prometendo uma história inédita para o dia seguinte, e praticamente corri para casa.
No meu quarto, o vestido já estava esperando. Não em um cabide, mas em uma mala de couro rígida, entregue