LIA (Lua)
O saguão do centro de eventos era um turbilhão de luzes, cristais e vozes abafadas. Eu estava de braços dados com Durval, meu corpo tenso sob o vestido de seda vermelha. Cada sorriso que eu dava era uma mentira, cada passo, um esforço para não tropeçar na própria ansiedade.
A peruca ruiva era pesada, a maquiagem apertava meus olhos e o batom vermelho-carmim parecia colar meus lábios em uma expressão fixa. Eu não era Lia, a babá despojada. Eu era Lua, a executiva de Durval, um fanto