O ringue foi montado no centro do ginásio como se fosse altar de guerra. Luzes brancas tremulavam no teto, girando sobre a multidão que vibrava sem parar. A arquibancada parecia tremer com a batida dos tambores improvisados. Era grito, buzina, lata batendo, palma ritmada. Era fé no punho do vizinho.
Zé do Gás, com uma bandana do Raízes amarrada na cabeça e microfone na mão, rugia como se fosse o próprio Galvão:
— SENHORAS E SENHORES, DAMAS E VAGABUNDOS... O PRIMEIRO COMBATE DA COPA TÁ NA PISTA!