Fazia quatro anos que aquele grito estava preso em minha garganta e precisou aquele momento de tensão para que ele eclodisse.
Não aguentava mais de vontade de falar, mas a voz vinha e parecia presa em algum lugar dentro do meu peito. Agora era chegada a hora. Eu não suportaria perder o Rafael e eu sabia que só aquilo impediria que ele saísse por aquela porta e talvez nunca mais voltasse. Ele não podia enfrentar aquele homem sozinho, ele não sairia vivo de lá.
O corpo dele tremia em contato com