A sala de trauma 2 cheirava a sangue, suor e adrenalina. O som rítmico e urgente do monitor cardíaco marcava os segundos que separavam Matheo Cavalcanti da morte. Ana Clara não tremia. Suas mãos, enluvadas e firmes, pressionavam o abdômen dele, sentindo a rigidez que denunciava uma hemorragia interna severa.
— Ele está rebaixando! — gritou um dos enfermeiros. — Pressão 8 por 4 e caindo!
— Onde está o ultrassom portátil? — Ana comandou, a voz saindo como um chicote. — Agora!
Ela deslizou