A chuva caía sem pressa naquela madrugada.
As gotas escorriam pelo para-brisa do carro em longos caminhos prateados, distorcendo as luzes da cidade e transformando ruas, prédios e semáforos em manchas borradas de cor.
O mundo parecia distante, silencioso, quase irreal. Poucos carros circulavam naquele horário. As calçadas estavam vazias.
Algumas vitrines permaneciam iluminadas, mas a maioria dos estabelecimentos já havia fechado as portas.
A cidade dormia sem imaginar que, dentro de um carro