A NOITE DO PARTO.
A primeira contração forte roubou o ar dos pulmões de Ayla.
Ela permaneceu imóvel diante da padaria fechada, as mãos apoiadas sobre a barriga, enquanto a chuva aumentava ao seu redor. As gotas frias escorriam por seus cabelos, pelo casaco fino e pelo rosto pálido, misturando-se às lágrimas que surgiam sem que percebesse.
A cidade parecia diferente naquela noite.
Mais escura.
Mais silenciosa.
Mais ameaçadora.
As luzes dos postes refletiam no asfalto molhado, criando manchas douradas que tremiam