Algumas pessoas acreditam que existe um limite para a dor.
Um momento em que o coração simplesmente não consegue sofrer mais.
Um ponto em que o corpo se acostuma ao sofrimento e aprende a conviver com ele.
Mas isso não é verdade.
Ayla descobriu isso durante os meses que se seguiram ao desaparecimento de Lívia.
Porque a dor não diminuía.
Não enfraquecia.
Não se tornava mais suportável.
Ela apenas mudava de lugar.
Havia dias em que se instalava em seu peito, tornando cada respiração difícil. Havi