A ilha privada dos Cezario surgiu no horizonte como uma esmeralda lapidada sobre um mar de azul infinito. Assim que o helicóptero pousou na pequena clareira e os rotores pararam, o silêncio da natureza tomou conta de tudo. Giorgio, em um gesto de liberdade que Ísis nunca vira, dispensou a equipe de serviço que os aguardava.
— Quero que sejamos apenas nós — ele disse, carregando as malas para a casa de vidro e madeira integrada à encosta. — Sem garçons, sem pilotos, sem sombras.
O dia transcorreu em uma calmaria que parecia irreal. Eles caminharam descalços pela areia branca e fina, onde as únicas pegadas eram as deles. Sob o sol quente, as mágoas de Valverde pareciam dissolver-se na espuma das ondas. Giorgio abriu o coração sobre o passado, revelando o peso que carregara todos aqueles anos.
— Meu pai me disse que, se eu não fosse embora, ele usaria a influência dele para arruinar a galeria da sua avó e garantir que seu pai nunca mais trabalhasse no estado — Giorgio confessou, enquanto