O silêncio no galpão era tão denso que se podia ouvir a respiração contida dos convidados. Soraya estava pronta para gritar um lance ainda mais alto, os olhos injetados de ódio, mas sentiu a mão de Margareth apertar seu pulso com uma força dolorosa.
— Recue, Soraya. Agora — sussurrou Margareth, a voz fria como uma lâmina de gelo contra o ouvido da jovem.
— Ela não pode ficar com esse dinheiro! Eu vou destruir essa tela! — Soraya sibilou de volta.
— Não seja idiota. Você está se expondo ao ridículo na frente de toda a cidade — Margareth manteve o sorriso social, mas seus olhos eram implacáveis. — Precisamos ser racionais. Deixe que ele compre o quadro. Quando você for a Sra. Cezario e estiver morando na mansão, poderá fazer o que quiser com essa tela. Poderá queimá-la em uma lareira enquanto toma champanhe. Mas agora, se continuar, você perderá o Giorgio de vez. Recue.
Soraya tremeu de frustração, mas a lógica perversa de Margareth penetrou sua fúria. Ela baixou a mão, o peito subindo