Mundo de ficçãoIniciar sessãoA brisa mudou primeiro. Trouxe o sal na língua, um hálito de azeite fresco e a fumaça mansa das lareiras que o vento espalhava como se estivesse abençoando a terra. A caravana sentiu antes de ver: Nápoles estava perto. Os cavalos ergueram as orelhas, as crianças se remexeram sob as mantas, os soldados da marcha ajustaram o corpo ao arreio e endireitaram o queixo como quem entra em território de pergunta. O sol descia por trás das oliveiras e fazia dos muros baixos um tabuleiro de sombras.







