CAPÍTULO 11 — RAFAEL

A porta ainda estava vibrando quando ela desapareceu pelo corredor.

Fiquei parado, imóvel, como se qualquer movimento pudesse desfazer a última imagem que tive dela: os olhos baixos, o envelope apertado contra o peito, a respiração curta — quase como alguém que está fugindo de uma dor que não quer assumir que sente.

A carta agora estava na minha mão.

Isadora não disse uma palavra.

Nada.

Nenhuma justificativa, nenhum pedido de desculpa, nenhuma reclamação.

Só entregou.

E o silêncio dela
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